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Prestes a decidir o Campeonato Paulista, vamos falar do Corinthians

Written by Diego Santos | 30/abr/2017 11:03:00

Crédito foto: Getty Images

Futebol-defesa? Jogo feio? Time eficaz? Conformismo? O que acontece com o Timão? Pela 18º vez em sua rica história, o Corinthians chega à final do Campeonato Paulista. A equipe do Parque São Jorge ganhou 11 das 17 vezes que esteve na decisão, já que os demais tinham por moldes de disputa os pontos corridos, além de ser o time com o maior número de títulos do torneio, ao todo foram 27 taças. Em meio às criticas, a equipe alvinegra deixou seus rivais, Palmeiras, Santos e São Paulo pelo caminho e enfrenta a Ponte Preta na decisão nos dois próximos domingos, 30 e 7, às 16h.

Palmeiras, Campeão Brasileiro de 2016, Santos vice e São Paulo com o Rogério Ceni, essas eram as manchetes no início deste ano. O time remodelado, com Fábio Carille assumindo o comando do time, poucas contratações, fizeram da análise de “especialistas” a quarta força da capital. A resposta, evidentemente, veio na bola. Com um jogo pouco agradável, o time alvinegro foi ganhando suas partidas até chegar à decisão. 

Crédito foto: Divulgação / Site oficial do clube / Daniel Augusto Jr.

É evidente, até para um torcedor fanático, que o Corinthians não joga um jogo vistoso, chegando a deixar o jogo “feio”, se defendendo ao máximo e escapando vez ou outra para o ataque. Fábio Carille, inclusive, admite isso. O problema é que para um time enorme como é, essa maneira de jogar não passa confiança aos torcedores e adversários - um grande exemplo disso é que mesmo em casa, o Timão não tem mais posse de bola do que seus rivais, o que seria um grande absurdo se compararmos ao Palmeiras e São Paulo, que ambos possuem em média 60% de posse, quando jogam em seus domínios.

O time joga, independentemente do local, da mesma forma. São poucas as alternâncias de jogo, apesar de Carille já ter usado grande parte do elenco. É capaz de fazer, mesmo com suas limitações, grandes jogos, defensivos é verdade, mas vencer, como aconteceu contra o Palmeiras na Arena. Mesmo com um a menos, o time soube se defender e no último minuto venceu por 1 a 0, gol de Jô.

Com o “mau” futebol, a torcida do corintiana se conformou com isso. Conformismo esse, analisado apenas pelos resultados. Daí, voltamos à Seleção Brasileira antes e, até, durante a Copa do Mundo de 2014, anterior à Alemanha, evidentemente. Era um futebol mal jogado, sobretudo com jogadores limitados, porém o resultado aparecia, como acontece com o Alvinegro hoje em dia. Contudo, o final da história foi aquela tragédia, chamada de eterno 7 a 1. Será que o torcedor corintiano está esperando algo parecido para se posicionar? 

Você leitor, deve estar se perguntando: “Como ele pode ser tão duro?”. A questão é que a história não deixa o clube se apequenar, não deixa o Timão jogar apenas por uma única bola e depois se defender como aconteceu em quase todos os jogos, até o momento, da temporada. O time é grande, e merece mais.

Novamente, você leitor, deve estar se perguntando: “Mas e os jogos contra a La U, Internacional e São Paulo?”. Esses foram exceções na temporada, jogos esses que o Alvinegro mostrou que pode jogar em cima do adversário, jogar bonito e que pode bater de frente às demais equipes do Brasil e América do Sul. E por que não faz? 

Crédito foto: Divulgação / Site oficial do clube / Daniel Augusto Jr.

Apesar de tudo, mudar o técnico agora me parece precipitado, afinal, há uma taça em jogo. O que precisa mudar é a postura, conceito, mostrar aos adversários que o Timão irá enfrentá-los com vontade de vencer e convencer. Carille tem ao seu favor algo que nem mesmo Tite teve: o atual comandante usa bastante jogadores das categorias de base, o que por muitas vezes o clube foi criticado por não fazer. Na vitória contra o Mirassol (3 a 2), a equipe teve seis jovens promessas em campo, mais de metade do time. Carille poderia continuar utilizando a garotada, mas fazendo-a jogar um bom futebol.

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