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title: Jr. NBA League incentiva o esporte intercolegial no Brasil; entenda
description: A Jr. NBA League aconteceu pela primeira vez no Brasil entre abril e junho deste ano, surpreendeu e trouxe um incentivo enorme para a nação brasileira.
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# [Jr. NBA League incentiva o esporte intercolegial no Brasil; entenda](https://blog.esportudo.com/jr-nba-league-incentiva-o-esporte-intercolegial-no-brasil-entenda)

 Written by [Isadora Travagin](https://blog.esportudo.com/author/isadora-travagin) | 6/jun/2017 15:01:00

Crédito foto: Isadora Travagin / Esportudo.com

Já se sabe que o Brasil não é um país esportivo, é o país do futebol: desde pequenos aprendemos a chutar a bola no gol e a ter um time do coração; mas, e os outros esportes? Tirando o período das [Olimpíadas](https://blog.esportudo.com/carta-aberta-o-relato-de-um-voluntario-das-olimpiadas-rio-2016), não sabemos nem quando ocorre campeonatos importantíssimos para a nação esportiva brasileira.

Nos EUA, desde pequenos, as crianças aprendem que o [esporte](https://blog.esportudo.com/insercao-social-esportiva-ajuda-criancas-em-sao-paulo) é algo primordial: há investimento nas escolas, incentivos no sentido de bolsas escolares e universitárias para os atletas, além de jogos de adolescentes e [universitários](https://blog.esportudo.com/esporte-universitario-conheca-as-organizadas-de-sp) chegarem a lotar mais que um clássico paulistano.

Hóquei, beisebol, futebol americano e [basquete](https://blog.esportudo.com/regras-de-basquete-que-todo-fa-deveria-saber) são os principais, mas isso não significa que os outros esportes também não tenham tanto investimento: é tudo muito bem pensado, por sua maioria ser patrocinada por entidades privadas, lá o público é o cliente, recebe o melhor desde o transporte (algumas estações de metrô desembarcam embaixo dos estádios), até alimentação e banheiros.

Crédito foto: Isadora Travagin / Esportudo.com

E se os americanos tentassem levar um pouco dessa cultura para outros lugares do mundo? É o que a [Jr. NBA League](http://jrnbaleague.com.br/) tenta fazer: é um programa oficial gratuito da liga americana, baseado em associação para as ligas/organizações de basquete juvenis existentes, ajuda a [incentivar](https://blog.esportudo.com/diego-coelho-fala-sobre-dificuldades-e-planos-para-crossfit-adaptado) e apoiar a experiência geral para todos os envolvidos e a participação do esporte no nível de base. O programa também procura desenvolver uma paixão ao logo da vida pelo basquete nos atletas mirins (meninos e meninas de 6 a 14 anos), ensinando os fundamentos da modalidade e os valores fundamentais dentro dele: trabalho em equipe, respeito e esportividade.

O torneio intercolegial acontece em cinco continentes (África, Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul) e 29 países, inclusive no Brasil, especificamente em São Paulo: durante aproximadamente dois meses (04/04 a 03/06) jovens de 12 a 14 anos competiram como verdadeiros [atletas da NBA](https://blog.esportudo.com/peso-atrapalha-em-quadra-veja-os-jogadores-da-nba-mais-pesados-hoje), ou seja, cada escola representou um time da liga americana.

As semifinais e a final ocorreram no último sábado deste mês, dia 03, no Colégio Salesiano Santa Terezinha (em Santana), com direito a transmissões ao vivo na página do Facebook NBA Brasil, os times New Orleans Pelicans (Colégio Bandeirantes), Philadelphia 76ers (Dante Alighieri), Oklahoma City Thunder (Albert Sabin) e Sacramento Kings (Graded School) foram quatro dos 30 times a chegarem mais perto de conquistar o grande troféu.

Crédito foto: Reprodução / Facebook oficial National Basketball Association Brasil

O grande campeão, New Orleans Pelicans, representado pelo [Colégio Bandeirantes](http://colband.net.br/), venceu o Philadelphia 76ers ([Dante Alighieri](http://www.colegiodante.com.br)) por 24 x 21. Mas já era de se esperar: o campeão tinha destaques nas três especialidades (pontos, rebotes e assistências), e não é só isso, em todas havia um Rodrigo – nos pontos, Rodrigo Abreu ficou em 3º lugar com 83 pts; nos rebotes, o mesmo Rodrigo, ficou também em 3º lugar, com 58 rebs; nas assistências, Rodrigo Gaspar, ficou também em 3º lugar, com 13 assistências e João, em 4º, com 12. Inclusive, o MVP do campeonato foi Rodrigo Gaspar!

Na primeira semifinal, o Philadelphia 76ers (Dante Alighieri) ganhou de virada do Oklahoma City Thunder ([Albert Sabin](http://www.albertsabin.com.br/www/)) por 18 x 17 – o time perdeu o jogo todo, foi virar faltando 15 segundos para o término do jogo! Haja emoção; enquanto, na segunda semifinal, o New Orleans Pelicans (Colégio Bandeirantes) bateu o Sacramento Kings ([Graded School](http://www.graded.br/)) por 26 x 23.

Apesar do placar ser pequeno comparando a liga americana, a [NBB](https://blog.esportudo.com/de-batman-a-rei-tudo-o-que-rolou-no-festivo-jogo-das-estrelas-da-nbb), ou até mesmo campeonatos universitários; vale ressaltar que apesar de serem crianças – ou pré-adolescentes – eles cortaram ou iam fazer bandeja certinho, e os jogos não deixaram de ser emocionantes – especialmente nos últimos quartos, onde a cada falta, lance livre e cesta, a torcida enlouquecia. Apitos, vuvuzela, megafones, bandeirinhas, pompons e até mesmo camisas personalizadas faziam parte da torcida, sempre muito animada.

Além dos jogos, também teve brincadeiras interativas com o público, como entrega de kits ou camisas, dança da cadeira das crianças com o mascote Rocky; além do Desafio de Arremessos New Era (o nº 9 dos Pistons, Francisco, venceu) e o Desafio de Habilidades (Miguel, do Golden State Warriors levou com 18,71 segundos).

E não foi só isso, nos intervalos tivemos a presença das Cheerleaders mirins do Eagles e Mackenzie; além de contar com participações exclusivas, como mascotes oficiais –  Rocky, the Mountain Lion dos Nuggets; Pinguinos e Sucrilhos Kellogg’s – o jogador da NBA [Marcelo Huertas](https://blog.esportudo.com/bate-papo-exclusivo-enes-kanter-promessa-da-nba) e o dunker Jordan Kilganon.

Crédito foto: Isadora Travagin / Esportudo.com

O campeonato esteve presente pela primeira vez no Brasil, aproximadamente 450 crianças e pré-adolescentes participaram. Porém, a Jr. NBA atua no Brasil desde 2015, desde então aproximadamente 15 mil jovens entre oito e 15 anos, de colégios públicos de São Paulo e Rio de Janeiro foram beneficiados com aulas, oficinas e campus de treinamento.

Um projeto e um campeonato bem interessante para nós, brasileiros. Apesar de ter atraído um público bem grande, a maioria era os próprios participantes – eliminados anteriormente, ou participantes dos Desafios – ou os familiares dos times finalistas, o campeonato poderia ser maior: além de ser mais divulgado, todos que puderem ir para torcer ou apoiar deveriam ir, pois além de ser um ótimo incentivo para as crianças, é também para o [esporte](https://blog.esportudo.com/esportes-que-estao-ganhando-espaco-na-preferencia-dos-brasileiros) e para toda a população. Valeria a pena também investir em campeonatos deste cunho nas escolas e universidades, afinal, para o atleta se tornar profissional, ele passa por algumas dessas fases educacionais – e o apoio é tudo. Não vai perder a próxima edição, hein?

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