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Opinião: 2017, um 2007 às avessas para o Botafogo

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Crédito foto: Divulgação / Site Oficial do clube

Lúcio Flávio. Zé Roberto. Jorge Henrique. Dodô. Treinado por Cuca, o time de 2007 do Botafogo caiu rapidamente nas graças do torcedor. E não poderia ser diferente. Com um futebol de encher os olhos, cada apresentação do Carrossel Alvinegro era um provável espetáculo. 

O começo do ano, como era de se esperar, foi positivo. Com o título da Taça Rio, o Glorioso se classificou para a final do Carioca. A partir daí, tudo desandou. No jogo de volta da decisão contra o Flamengo, em um dos erros de arbitragem mais ridículos até então – repito: até então! – o gol do título de Dodô, aos 45 minutos do segundo tempo, foi anulado. E mais: ele foi expulso por ter finalizado depois do apito do árbitro. Nos pênaltis, veio a derrota.

O ano seguiu, veio a Copa do Brasil. De novo, o ataque do Bota conduziu o time a uma ótima campanha. O último passo antes da final, contra o rival Fluminense, era enfrentar os onze do Figueirense – e mais Ana Paula, na linha lateral. Para quem estava irritado com a arbitragem na partida contra o Flamengo, esse jogo mostrou que tudo podia piorar. Em um dos maiores assaltos da história recente do futebol, o Fogão teve dois gols mal anulados e viu a chance de conquistar a Copa do Brasil ir por água abaixo.

Já tá bom, né? Claro que não. Ainda tinha a Sul-Americana. O duelo era contra o River Plate. No jogo de ida, Joílson marcou um gol lindo e nos deu a vitória, 1 a 0. Na partida de volta, a 20 minutos do fim, vencíamos por 2 a 1. Em um “apagão”, que sete anos depois a seleção repetiria na semifinal da Copa do Mundo, o Glorioso tomou três gols e foi desclassificado. A partir daí, podemos, felizmente, fechar o ano de 2007.

Dez anos se passaram. Hoje, o Fogão não tem nenhum jogador cujo potencial se aproxime do que Dodô fazia. No lugar de medalhões, o que carrega o time é o comprometimento. Um dos maiores clichês do futebol brasileiro é aquela frase: “Tem coisas que só acontecem com o Botafogo.” Mas, o que podemos fazer? Realmente, tem coisas que só acontecem com o Botafogo.

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Na Libertadores, caímos no grupo dos atuais campeões, do tradicional Estudiantes e do chato Barcelona de Guayaquil. Para chegar às oitavas, considerando a fase pré-Libertadores, o Glorioso já derrotou 4 campeões. Tem coisas que só acontecem com o Bota... e esse time é diferente.

Botafogo X Sport, na Copa do Brasil. Jogo de volta. Eis que a assistente, querendo voltar dez anos no tempo, anula um gol de Pimpão que podia estar tudo, menos impedido. Não tem problema. Vencemos 12. Esse time é diferente.

Contra o Flamengo, no Brasileirão, a equipe perdeu Airton e Victor Luis. Mas com raça – de novo, sem nenhum medalhão – mostrou que consegue se superar nas horas mais decisivas. Esse time é diferente.

É claro que a equipe não está totalmente pronta. Reforços pontuais, especialmente no ataque, são necessários. Roger não pode ser a maior esperança de gols; e um elenco que tem um calendário bem reduzido por disputar três competições não pode ser tão curto. Talvez daqui para frente não tenhamos Airton. Mas teremos disposição. Pode ser que Victor Luiz não consiga voltar, mas a raça nunca se foi. Repito: esse time é diferente!

Saudações alvinegras!

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Categorias: Futebol, Botafogo, Futebol brasileiro, opinião

Marcos André

Escrito por Marcos André

A culpa é das estrelas: torcedor fanático do Dallas Cowboys e do Botafogo. Escreve para o Esportudo desde agosto de 2016.

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