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O relato de uma fã sobre um domingo sem futebol na Arena Condá

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Crédito foto: Reprodução/ Twitter oficial da Conmebol

No domingo retrasado (27/11), o Flamengo vencia o Santos por 2 a 0 e assumia a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, trocando de lugar na tabela com o próprio Alvinegro Praiano, e se despedia em clima de festa do Maracanã em um verdadeiro jogaço com gols de Guerrero e Diego. E, nesse mesmo domingo, quase que simultaneamente, o Palmeiras comemorava o título antecipado do Brasileirão em cima da nossa querida e saudosa Chapecoense.  

Como rubro-negra que sou, adoraria estar aqui escrevendo sobre o destino do meu time de coração, que se confirmaria neste fim de semana, mas a vida quis diferente. E seria impossível ficar indiferente. O Flamengo que me desculpe, mas desta vez ele vai ter que esperar. Pois, neste momento, no meu coração só tem lugar para a Chape. Hoje, minhas cores preferidas são o verde e o branco. O vermelho e o preto ficam para amanhã.

Neste fim de semana não teve futebol. Não teve torcida, não teve “juiz ladrão”, não teve gol. Já perdemos de goleada. O 7 a 1 fica invisível perto dessa tragédia. Desta vez, não teve vencedor. Perdemos um time, uma cidade, um país, uma nação inteira. Em vez de festejar, a Arena Condá está de luto. No lugar de gritos, o choro. Em vez de bola, caixões. Chapecó velou os seus heróis. Um minuto de silêncio foi muito pouco. Até o Campeonato Brasileiro precisou dar um tempo.

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Dizem que o futebol é uma caixinha de surpresas – e de fato é –, mas quando a partida é fora de campo, o resultado é muito mais imprevisível. Quando a vida resolve, sem aviso prévio, dar o apito final e te expulsar da única partida que realmente importa, o que resta fazer além de aceitar o cartão vermelho? É fim de jogo. Game over.

Só que, por algum motivo inexplicável, alguns estão tendo uma segunda chance. E engana-se quem pensa que é só quem estava dentro daquele avião e sobreviveu ou quem era para ter embarcado, mas acabou não indo. Essa segunda chance é para todos nós, que saímos de casa todos os dias com a certeza de que iremos voltar, até nos darmos conta de que não existe certeza alguma. Nós, que reclamamos tanto da vida, da crise, do “golpe” e muitas vezes esquecemos de vivê-la. O que realmente importa? Quem realmente importa?

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Crédito foto: Reprodução Facebook oficial da Chapecoense

Se esse desastre teve algum lado que não foi o negativo, então foi o que nos fez voltar a ter esperança. Esperança na humanidade, no próximo, com o país vizinho, com o futebol. Nunca tantos se uniram por um único time. Nunca duas cores ficaram tão evidentes e tão faladas ao redor do mundo. Coincidência ou não, o verde e o branco da Chapecoense representam justamente a esperança e a paz. Parece que vieram bem a calhar. Força Chape. Força para todos nós. Vamos precisar. E para os que não estão mais aqui, que descansem em paz.

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Categorias: Futebol, Futebol brasileiro, Brasileirão, campeonato brasileiro, Chapecoense, Arena Condá, Luto, #ForçaChape

Renatinha Oliveira

Escrito por Renatinha Oliveira

Carioca de coração da Zona Sul, flamenguista de corpo e alma, formada em Jornalismo pela PUC-Rio e em Ed. Física pela UFRJ, decidiu unir suas duas maiores paixões em um time só: o Jornalismo esportivo.

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