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Fórmula 1: Tudo ou nada para Sebastian Vettel no GP da Malásia

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Crédito foto: Getty Images

Em Cingapura a Ferrari se deu muito mal. Não só teve seus dois carros fora da corrida logo na largada como viu a vitória do principal rival pelo título de pilotos, Lewis Hamilton da Mercedes, no lugar mais alto do pódio e abrindo 28 pontos sobre Sebastian Vettel. O campeonato de construtores já está decidido, com mais de 100 pontos de vantagem para a Mercedes. O de pilotos, esperança ferrarista, passa a depender de muita matemática, ou seja, complicou bastante. Com esse quadro vamos todos para a Malásia conferir mais uma corrida. 

Quando?

29 e 30 de setembro e 1 de outubro.

Onde?

Nos últimos anos da gestão de Bernie Ecclestone à frente do negócio Fórmula 1 houve um movimento muito forte para incluir os novos ricos da economia mundial no calendário do Campeonato Mundial. Além de pagarem uma grana preta, deram um perfil mais mundial para a categoria, que tinha até então uma cara muito europeia. Nesse pacote temos a Malásia, país milenar no sudeste asiático, perto do Vietnã. Foi colônia britânica, foi invadido pelo Japão na segunda guerra e é totalmente independente desde 1957.

Desde a década de 1980 experimentou um crescimento expressivo, no bloquinho que chamamos de “Tigres Asiáticos” e hoje é um país rico, com indicadores de primeiríssimo mundo. Seu sistema político é dos mais curiosos. É uma monarquia, com um rei (e um primeiro ministro que manda de fato no pedaço), com a diferença de que o povo vota no rei a cada cinco anos, entre membros de várias famílias reais que se revezam no trono.

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A pista – Sepang

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Crédito foto: Divulgação

Localizada na cidade de mesmo nome, a 75 km da capital Kuala Lumpur o moderníssimo autódromo de Sepang tem 15 curvas numeradas, duas retas mais longas e dois trechos mais sinuosos distribuídos em pouco mais de 5,5 km de extensão. É considerada a pista com melhor piso do calendário (utiliza um tipo diferente de asfalto com borracha sintética em sua composição, aumentando a aderência) e é a mais larga. Recebe além da F1, uma etapa da MotoGP. No domingo teremos 56 voltas.

Vencedores

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Crédito foto: Getty Images

Ao contrário de Cingapura, onde poucos venceram, na Malásia já são dez os vencedores em 18 edições, desde que foi incluída no Mundial de F1 em 1999, com vitória do britânico Eddie Irvine com Ferrari. Ano passado quem se deu melhor lá foi Daniel Ricciardo (AUS – Red Bull). Quem mais venceu foi Sebastian Vettel (quatro vezes – três com a Red Bull e uma com a Ferrari). Nenhum brasileiro venceu por lá ainda.

Pneus

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Crédito foto: Divulgação Pirelli

Saem os pneus ultramacios. Nesta pista mais veloz, as equipes escolherão entre os pneus supermacios (banda vermelha), macios (banda amarela) e médios (banda branca) além dos de chuva. Em condições normais de clima, cada piloto tem que usar ao menos dois jogos de tipos diferentes em cada prova. A Mercedes se deu melhor até aqui com esta composição de pneus mais duros.

Quanto custa?

O GP da Malásia recebe muita grana da petroleira local, a Petronas, deixando o evento menos dependente da venda de ingressos, que são oferecidos a preços bem populares se considerarmos o padrão do país e dos turistas que vão para lá ver a Fórmula 1. Uma arquibancada descoberta, semelhante aos setores A e G daqui de Interlagos (que custam entre R$ 500,00 e 600,00) custa lá menos de R$ 100,00 (US$ 30,00) para os três dias. Uma coberta melhorzinha e mais bem localizada custa uns R$ 300,00. A ideia dos caras é atrair visitantes e ter casa cheia, não esfolar os aficionados.

Acompanhe as transmissões

Dessa vez não tem moleza. Eles fazem tudo no horário deles, madrugada para nós. O SporTV transmite os treinos nas primeiras horas da sexta e do sábado (classificação sábado 6h) e reprisa a prova na tarde do domingo. A TV Globo transmite a corrida ao vivo a partir das 4h do domingo e manda aquele compacto depois do Fantástico. No rádio, a Bandeirantes e a Globo/CBN transmitem a prova.

Fique atento

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Crédito foto: Getty Images

Lewis Hamilton (Mercedes) se deu bem em Cingapura e tirou “um caminhão” das costas. Com uma vantagem confortável na pontuação e sem problemas em casa, com seu companheiro Valtteri Bottas correndo para ele e para a equipe, deve fazer o dele que sempre é muito bom e correr com o regulamento pregado no volante. Suave.

Se ainda quiser ter chances nesse campeonato a Ferrari não poderá trocar peças de motor de seus carros agora, sob pena de perder posições no grid. O problema é que além dessas peças estarem já no bagaço teve a pancada em Cingapura que pode ter comprometido ainda mais os carros.

Ainda do lado da Ferrari temos um Sebastian Vettel pressionado, que se não chegar na frente de Hamilton estará dando adeus ao campeonato. Vettel sob pressão fica de cabeça quente e faz muita besteira. Reclama de montão azedando o clima na equipe, bate nos outros, é penalizado. Só encrenca. 

Numa corrida em que Hamilton deve correr na dele e que Vettel pode arrumar problemas para si mesmo quem se sobressai é Daniel Ricciardo. Fazendo um ótimo campeonato foi o último vencedor na Malásia e tem tudo para fazer bonito de novo. Para melhorar, a Red Bull foi a única das equipes de ponta que trocou todos os componentes de motor limitados no regulamento duas corridas atrás e está com tudo novinho.

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Crédito foto: Getty Images

O site Accuweather prevê 60% de possibilidade de chover por lá no sábado e no domingo. É uma região tropical, muito úmida e quente e chove direto. Se chover dá aquela travada geral na corrida, favorecendo quem está na frente no campeonato. Além de tudo Hamilton manda bem na chuva.

Se chover a turminha da pancada com Daniil Kvyat e Companhia vão aprontar com certeza. Em tempo seco, tem um par de curvas em “S” logo após a longa reta da largada que é onde pode dar confusão. Passada a primeira volta, numa pista muito larga e com grandes áreas de escape não devemos ver muita lambança, mas com esses carinhas tudo é possível. 

Movimentação nos bastidores

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Crédito foto: Divulgação site Oficial da Red Bull

Se nas equipes de ponta as coisas já estão mais ou menos definidas, temos algumas disputas por lugares nas equipes do miolo para trás. Na Williams deve ficar ano que vem o canadense Lance Stroll, que tem apresentado uma surpreendente evolução e conta ainda com a grana do papai Stroll, que é muita. Sobra a outra vaga para Felipe Massa, que já está lá, mas cujo contrato termina no fim do ano após a quase aposentadoria, Robert Kubica, talentoso piloto polonês que se afastou após um acidente, está querendo voltar e anda dando umas voltas com o carro e ainda o mediano escocês Paul di Resta, atualmente piloto de testes da equipe. A conferir.

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Minha aposta?

Ricciardo, Hamilton e Bottas.

Veja como está a classificação do campeonato

Pilotos

1º Lewis Hamilton / GBR - Mercedes – 263 pontos
2º Sebastian Vettel / ALE - Ferrari – 235 pontos
3º Valtteri Bottas / FIN - Mercedes – 212 pontos
4º Daniel Ricciardo / AUS - Red Bull Racing – 162 pontos
5º Kimi Raikkonen / FIN - Ferrari – 138 pontos
6º Max Verstappen / HOL - Red Bull Racing – 68 pontos
7º Sergio Pérez / MEX - Force India – 68 pontos
8º Esteban Ocon / FRA - Force India – 56 pontos
9º Carlos Sainz Jr. / ESP – Toro Rosso – 48 pontos
10º Nico Hulkenberg / ALE – Renault – 34 pontos 

Equipes

1º Mercedes – 475 pontos
2º Ferrari – 373 pontos
3º Red Bull – 230 pontos
4º Force India – 124 pontos
5º Williams – 59 pontos
6º Toro Rosso – 52 pontos
7º Renault – 42 pontos
8º Haas – 37 pontos
9º McLaren – 17 pontos
10º Sauber – 5 pontos 

Próximas corridas

8 de outubro: GP do Japão (Suzuka International Racing Course)
22 de outubro: GP dos EUA (Circuit of The Americas)
29 de outubro: GP do México (Autódromo Hermanos Rodríguez)
12 de novembro: GP do Brasil (Autódromo José Carlos Pace)
26 de novembro: GP de Abu Dhabi (Yas Marina Circuit)

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Categorias: Fórmula 1, Lewis Hamilton, Automobilismo, Corrida, Ferrari, Carros, Motor, GP, Daniel Ricciardo, Sebastian Vettel, GP da Malásia, Malásia

Carlos Cinquegrana Jr

Escrito por Carlos Cinquegrana Jr

Sou formado em Publicidade e Propaganda e Rádio e Televisão e tenho mais de 25 anos de experiência nas áreas de planejamento comercial, marketing esportivo, marketing artístico, mídia e promoções. Atuei no desenvolvimento de projetos em grandes empresas como Rádio Bandeirantes, Band FM, Canal 21, Nativa FM, Sunshine Entertainment, Conteúdo Radiofônico e Rádio 2. Atualmente atuo como assessor autônomo em projetos especiais de marketing e de mídia.

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