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É hora de esquecer o Pitbull e focar apenas no jogador; entenda

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Crédito foto: Divulgação oficial do clube / Cesar Greco

Uma das contratações mais badaladas do Palmeiras em 2017, Felipe Melo, volante de 34 anos, completou um mês de afastamento do elenco no último dia 27. Nesta segunda-feira, 4/9, foi reintegrado ao elenco palestrino e concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol. Na imprensa esportiva, jornalistas de opinião se dividem, assim como a torcida, se a volta do camisa 30 é boa ou não para o time. Até mesmo a torcida está dividida, alguns acham até que o Verdão já deveria ter rompido o vínculo com o jogador.

Os motivos pelos quais o atleta foi afastado são sabidos por todos e cada um tem, ou não, uma opinião formada tanto sobre o camisa 30 quanto sobre a briga, discussão ou seja lá o que tiver acontecido entre o técnico Cuca e Felipe Melo. O que vamos analisar aqui é se a volta do Pitbull é boa e, o mais importante, se é necessária.

Quando chegou ao Palmeiras, boa parte da imprensa, para não dizer a maioria, olhou para o histórico pessoal do atleta, colocando-o como alguém que racha o elenco, que não agrega nada no quesito união de grupo, que é violento, ao invés de olhar a parte tática e técnica do volante, como o mesmo disse em sua coletiva de apresentação. Pitbull ficou sim, marcado pela derrota da Seleção Brasileira para a Holanda, na Copa do Mundo de 2010, após sua expulsão no momento em que o jogo estava empatado. Porém, o mesmo tratou de rebater as críticas, dizendo que ninguém lembra que foi ele quem deu o passe para Robinho abrir o placar naquela partida, lembram apenas do cartão vermelho recebido por falta em Robben.

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Crédito foto: Getty Images

Felipe é um ótimo jogador, com um bom passe, boa saída de bola e, mesmo com 34 anos, tem boa marcação. Obviamente que a idade deixa o atleta mais lento em campo, mas o mesmo compensa isso com posicionamento. Com 27 jogos pelo alviverde, sendo dois amistosos, e dois gols marcados, os números estão a favor do experiente volante. Nos cinco jogos que fez pelo Campeonato Brasileiro, o camisa 30 acumula três vitórias e duas derrotas, 202 passes certos e apenas 12 errados, 11 lançamentos corretos e oito errados, seis desarmes, dez faltas cometidas e dez recebidas, cinco assistências para finalizações e apenas dois cartões amarelos, nenhum vermelho. Estes são números apenas do Brasileirão, no Campeonato Paulista foram 13 jogos, 444 passes certos, 31 desarmes, duas finalizações certas e cinco erradas, 30 faltas recebidas e cinco cartões amarelos. Mais uma vez, nenhum cartão vermelho.

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Crédito foto: Reprodução Footstats

Nos números, o volante é peça incontestável no elenco e todos, sem exceção, o consideram um ótimo atleta. O grande problema é, e isso ninguém nega, a personalidade do camisa 30 fora de campo, diante dos holofotes. Felipe Melo tem a língua muito afiada, mostrou isso mais uma vez na entrevista coletiva de sua reintegração, assim como já havia feito na entrevista de apresentação no Verdão, quando disse: “Se precisar ir jogar no Uruguai e dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar tapa na cara de uruguaio... com responsabilidade, claro”, afirmou o atleta naquela ocasião.

Quando chegou, logo nos primeiros jogos, ele se tornou a personificação do torcedor em campo, com raça, vontade, ousadia (como ele mesmo diz) e a personalidade vencedora. Isso o tornou querido pela torcida alviverde. O mínimo que qualquer torcedor espera de um atleta que defenda as cores do seu time é vontade, sem fazer o famoso corpo mole. Disso, o camisa 30 passa longe.

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Crédito foto: Divulgação oficial do clube / Cesar Greco

Na coletiva de reintegração, o camisa 30 aproveitou para cutucar quem o colocava como a laranja podre do elenco: “Pergunta curiosa, porque um cara que é afastado, que seria a laranja podre, a tendência é o time voar, ganhar os jogos que tem pela frente, passar nas competições, e infelizmente não foi isso que aconteceu. O problema não é o Felipe Melo”, cutucou o atleta.

A coletiva foi recebida pela imprensa como um tiro no pé do clube alviverde, o que, levando em conta a personalidade do camisa 30 fora das quatro linhas, está correta e não foi novidade. A parte tática e técnica nem entra em questão, o problema é, mais uma vez, como ficará o ambiente no Palmeiras após essa ação da diretoria, juntamente com o atleta e comissão técnica, de reintegração ao elenco.

Há quem diga que o camisa 30 só terá chance de jogar em 2018, isso, se Cuca deixar o comando da equipe. Aliás, o técnico, apesar de todas as suas qualidades, já teve seus problemas extracampo com atletas de alguns elencos que dirigiu. O problema disso tudo é o looping que será criado caso aconteça uma das duas situações: se o time for bem e seguir vencendo, o Felipe continuará trabalhando, provavelmente sem nenhuma oportunidade; na primeira derrota ou no primeiro jogo em que o meio-campo palmeirense for mal, as cornetas irão soar e ele será lembrado e se tornará pedido unânime da torcida.

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O Palmeiras errou em reintegrar o atleta?

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Crédito foto: Divulgação oficial do clube / Cesar Greco

Em quesitos técnicos, não. É bem provável que isso tenha ocorrido por questões jurídicas. Talvez o maior erro tenha sido deixar o jogador falar à imprensa sozinho, sem ninguém o acompanhando. Pitbull é um ativo do clube, como o próprio presidente diz, o técnico também é. Como disse em outro texto, o técnico é essencial agora, não pode ser demitido. Felipe Melo é um ótimo atleta que acumula bons números até o momento no clube. As arestas entre volante e técnico não parecem estar totalmente aparadas e deixam na cabeça do torcedor a dúvida: é uma boa essa reintegração? No quesito personagem, não. Porém, é algo que dá para ser resolvido: evitar ao máximo que o atleta dê entrevistas e, se isso for inevitável, sempre deixar alguém com ele, acompanhando. É algo constrangedor? Claro que sim, mas o camisa 30 é um bom jogador que precisa de cuidados extracampo, e Cuca é um bom técnico que precisará saber responder as perguntas que obviamente virão nas entrevistas coletivas.

O camisa 30 tem nas mãos, ou melhor, nos pés, a chance de provar o seu valor e para isso deverá se adequar ao estilo de jogo de Cuca. É hora de esquecer o Ousado, o Pitbull, o Cachorro Louco e focar apenas no jogador.

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Categorias: Palmeiras, Futebol brasileiro, Brasileirão, contratações, Cuca, Felipe Melo, pitbull

Alyson Oliveira

Escrito por Alyson Oliveira

Jornalista formado pela FACAMP, apaixonado por futebol e fotógrafo nas horas vagas.

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